domingo, 22 de março de 2009

HISTÓRIA PERDEU O ACENTO????

Pois bem, o acordo ortográfico já foi implantado. Só resta nos adaptarmos a ele.

Eis então um resumão do acordo e suas mudanças...



ALFABETO
O alfabeto é agora formado por 26 letras
O K, o W e o Y não eram consideradas letras do nosso alfabeto.
Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados: kg, watt, megabyte, taylorista.

TREMA
Não existe mais o trema, a não ser em casos de nomes próprios e seus derivados:
Bündchen, Müller, mülleriano
Agora : aguentar, arguição, bilíngue, cinquenta,
consequência, delinquir, eloquência,
frequência, frequente, linguiça, linguista,
pinguim, quinquênio, tranquilo
Obs.: Como a reforma só modifica a comunicação escrita (e não a falada), cabe a cada um de nós saber quando não pronunciar o “u” (exemplos: foguete, guitarra, queijo) e quando pronunciá-lo (veja exemplos acima), pois não cabe mais o uso do trema para diferenciá-los.

ACENTUAÇÃO
Os ditongos abertos “ei” e “oi” não são mais acentuados em palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
assembléia, bóia, colméia, geléia, idéia, platéia, boléia, panacéia, hebréia, paranóia, jibóia, heróico,
paranóico perdem o acento e ficam assim: assembleia, boia, colmeia, geleia, ideia, plateia, boleia, panaceia, hebreia, paranoia, jiboia, heroico, paranoico
Obs.: Nas palavras oxítonas e monossilábicas o acento continua para os ditongos abertos “ei” e “oi” (assim como “eu”): anéis, papéis, constrói, herói, dói, rói, céu, chapéu.

Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no “i” e no “u” tônicos quando vierem depois de um ditongo. baiúca, bocaiúva, cauíla, feiúra perdem acento e ficam : baiuca, bocaiuva, cauila, feiura
Obs: Se a palavra for oxítona e o “i” ou o “u” estiverem em posição final (seguidos ou não de s), o acento permanece: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas (as que possuem a mesma escrita e pronúncia)
pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (fruta), pólo (substantivo), côa
(verbo coar) para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (fruta), polo(substantivo), coa (verbo coar)
Obs.1: O acento diferencial ainda permanece no verbo “pôr” (para diferenciar da preposição “por”) e na forma verbal “pôde” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo do verbo poder) para diferenciar de “pode” (Presente do Indicativo do mesmo verbo).
Obs.2: Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos “ter” e “vir”, assim como de seus derivados. ele tem / eles têm; ela vem / elas vêm; você retém / vocês retêm.
Obs.3: É facultativo o uso do acento circunflexo na forma verbal “dêmos” (presente do subjuntivo) para diferenciar de “demos” (pretérito perfeito do indicativo), assim como é facultativo para diferenciar as palavras forma/fôrma: Em muitos casos convém usar: Qual é a forma da fôrma do bolo?

Não se acentua mais a letra “u” nas formas verbais gue, que, gui, qui.
argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, obliqúe perdem acento e torna-se argui, apazigue,averigue, enxague, oblique

Os hiatos “oo” e “ee” não são mais acentuados abençôo, enjôo, perdôo, vôo, corôo, côo, môo, povôo, lêem, dêem, crêem, vêem, descrêem, relêem, revêem, cai o acento e fica abençoo, enjoo, perdoo, voo, coroo, coo, moo, povoo, leem, deem, creem, veem, descreem, releem, reveem

É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, na primeira pessoa do plural (nós), para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo. Nós amamos, louvamos, falamos, dizemos, guerreamos (pretérito
perfeito do indicativo) Nós amamos/amámos, louvamos/louvámos, falamos/falámos,
dizemos/dizémos, guerreamos/guerreámos (pretérito perfeito do indicativo)
Atenção: Continue não acentuando demos (pretérito perfeito do verbo dar).

Levam acento agudo ou circunflexo as palavras proparoxítonas cujas vogais tônicas estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais “m” ou “n”
acadêmico, anatômico, cênico, cômodo, econômico, fenômeno, gênero, topônimo, tônico
Da mesma forma, recebem o acento agudo ou circunflexo as palavras paroxítonas terminadas em ditongo quando as vogais tônicas são seguidas das consoantes nasais “m” ou “n”
Amazônia, Antônio, blasfêmia, fêmea, gêmeo, gênio, tênue, patrimônio, matrimônio


HIFENIZAÇÃO

HIFEN – RR e SS:
O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixo terminado em vogal + palavra iniciada por “r” ou “s”, sendo que essas letras devem ser dobradas
ante-sala, ante-sacristia, autoretrato, anti-social, anti-rugas, arquiromântico, arqui-rivalidae, autoregulamentação, auto-sugestão,contra-senso, contra-regra, contrasenha, extra-regimento, agora é assim: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento,

Obs: Nos prefixos sub, hiper, inter e super, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada por “h” ou “r”: sub-hepático, hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, hiper-história, super-homem, inter-hospitalar

HIFEN – MESMA VOGAL:
Agora se utiliza hífen quando a palavra é formada por um prefixo terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.
microondas, microônibus, antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista,
arquiinimigo, microorgânico ficaram assim micro-ondas, micro-ônibus, anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, microorgânico
Obs: A exceção é o prefixo “co”, que permanece sem hífen: cooperação, coobrigar, coordenar

HIFEN – VOGAL DIFERENTE:
Não se utiliza mais o hífen em palavras formadas por um prefixo terminado em vogal +
palavra iniciada por outra vogal
auto-afirmação, auto-ajuda, autoaprendizagem, auto-escola, autoestrada, auto-instrução, autoafirmação, autoajuda,
autoaprendizabem, autoescola,
autoestrada, autoinstrução,
Obs: Esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por “h”: anti-herói, anti-higiênico, extrahumano, semi-herbáceo etc.

Não se usa mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição
manda-chuva, pára-quedas, páraquedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, perderam o hífem e ficou mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque

Obs: O uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e
constituem unidade sintagmática e semântica, bem como naquelas que designam espécies
botânicas e zoológicas: beija-flor, couve-flor, erva-doce, ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião,
conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

OBSERVAÇÕES GERAIS SOBRE O HÍFEN
O uso do hífen permanece
Exemplos : Em palavras formadas com prefixos “pré”, “pró”, “pós” (quando acentuadas graficamente),
pré-natal, pró-europeu, pós-graduação, ex-presidente,
vice-prefeito, soto-mestre, além-mar, aquém-oceano,
recém-nascido, sem-teto

Em palavras formadas por “circum” e “pan” + palavras iniciadas em VOGAL, H, M ou N
pan-americano, circum-navegação, circum-murado, circum-hospitalar

Com os sufixos de origem tupi-guarani “açu", “guaçu” e “mirim”, que representam formas adjetivas. amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

ATENÇÃO: Ainda há casos controversos não citados no Acordo que dependerão de orientação da
Academia Brasileira de Letras (ABL): Sub-bibliotecário ou subibliotecário? Coabitar ou co-habitar?...

O QUE REPRE S ENTAM AS MUDANÇAS NA LÍNGUA PORTUGUESA

1) SIMPLIFICAÇÃO E UNIFICAÇÃO: As novas regras representam uniformidade de
uso na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): Brasil, Portugal,
Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor
Leste (total de oito países).

2) VANTAGEM ECONÔMICA (ou ECONÓMICA): Um livro escrito em um desses
países lusófonos pode ser comercializado em outro sem necessidade de revisão e
reimpressão. Também facilita a redação de documentos oficiais entre esses
países.

3) VANTAGEM POLÍTICA: Com a implantação do Acordo, espera-se que a língua
portuguesa seja reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) como
uma língua de padrão internacional, pois entre as línguas mais faladas no mundo,
a portuguesa é a única que não é unificada. A Língua Portuguesa é considerada a
quinta língua mais utilizada no planeta (240 milhões de pessoas, das quais 190
milhões são brasileiras).

4) LINGUAGEM FALADA x LINGUAGEM ESCRITA: O Acordo é meramente
ortográfico e, portanto, não afeta a língua falada.

5) PALAVRAS ALCANÇADAS PELA REFORMA: Estima-se que a reforma afete
entre 0,5 a 2% das palavras da língua portuguesa. A mudança em Portugal será
maior, pois no Brasil as últimas reformas ocorreram em 1943 e 1971, enquanto em
Portugal a última aconteceu em 1945 e, com isso, muitas diferenças continuaram.

6) PONTOS CONTROVERTIDOS: Ainda há alguns pontos controvertidos,
principalmente em relação ao emprego do hífen, que o Acordo não esclarece.

7) FASE DE TRANSIÇÃO: Até dezembro de 2012, os concursos públicos, as provas
escolares e vestibulares deverão considerar como corretas as duas formas
ortográficas da língua: a antiga e a nova.

8) LIVROS DIDÁTICOS: O acordo entrou em vigor em janeiro de 2009, mas será
introduzido obrigatoriamente nos livros escolares a partir de 2010.


retirado com adaptações de:
www.cursosolon.com.br/orto2009

7 comentários:

  1. Ricardo dando aula de Português agr...

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  2. Ai eu me pergunto
    Ricardo professor de historia
    ensinando gramatica ?????
    UAHSuaSHaUSHUAHSuAHSuAHSuaHU

    diz ele que é multi-funcional
    AUShaUShUASHAUSHUASHaUHSuAHSu

    mais vlw vio professor
    tava precisando msm
    de saber as novas regras

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  3. Poxa merece receber os parabéns!!!Além de ensinar história ensina gramática.
    Valeu professor pelo material,foi de grande ajuda para aprimorar nossos conhecimentos.

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  4. KKKKKKK...
    Copiou e colou de que site professor?

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  5. afinal historia tem acento ou nao?????!!!!!!!

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  6. História continua com acento,né,anônimo!! rsrs Releia a regra de acentuação. Como HISTÓRIA, apesar de ser uma palavra paroxítona(pelo menos para alguns gramáticos)o acento nem está no ditongo crescente da palavra(ia), mas na vogal(Ó),portanto não entra na regra.

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  7. me ajudo muito eu to fazendo um trabalho de história e estava super em duvida em algumas palavras =D

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